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Drops de Memória #3

Foto por Les Anderson, no Unsplash

Sabe os melhores momentos da sua vida? Você vai recordá-los bem menos do que imagina
Segundo, Stephanie Tully, professora assistente de marketing da USC Marshall e Tom Meyvis, professor de marketing da Stern School of Business da Universidade de Nova York, quanto mais se espera recordar um acontecimento, maiores as chances dessa previsão ser superestimada. Tudo porque, conforme os pesquisadores, esquecemos de lembrar! Apostamos que a lembrança estará segura e que será evocada facilmente no futuro, mas o cotidiano e todas as distrações diárias acabam colocando o que parecia ser inesquecível em segundo plano.
Em um dos experimentos, os participantes que foram a um torneio de tênis anteciparam que relembrariam muito mais do que, de fato, conseguiram fazer dois meses depois. Além disso, os que mais aproveitaram a partida foram os que mais superestimaram o que recordariam. Outro detalhe observado mostrou que os voluntários que haviam adquirido algum souvenir, tiveram melhores índices de evocação do que aqueles que não compraram nenhum objeto relacionado a experiência ou mesmo aqueles que fizeram fotografias. [Fonte]

Referência
“Forgetting to Remember Our Experiences: People Overestimate How Much They Will Retrospect About Personal Events” by Tully, Stephanie and Meyvis, Tom in Journal of Personality and Social Psychology. Published online June 5 2017 DOI: 10.1037/pspa0000094

Foto por Yutacar, no Unsplash

Beber álcool pode melhorar sua memória? Aparentemente, sim
Antes de prosseguirmos, no entanto, dois comentários importantes: (1) o exagerado consumo de bebidas alcoólicas não é um comportamento recomendado para cultivar uma vida saudável; (2) a memória em questão, é a do aprendizado de alguma informação imediatamente anterior ao consumo da bebida. Dito isso, vamos ao relato da experiência.
Conforme um estudo da Universidade de Exeter, 88 pessoas (31 homens e 57 mulheres entre 18 e 53 anos), que costumam beber socialmente, divididos em dois grupos, foram convidados a aprender algumas palavras. Após a tarefa, apenas um dos grupos pode beber até quatro doses de álcool. No dia seguinte, o grupo que havia bebido lembrou mais palavras da tarefa do que o grupo que não bebeu.
Os pesquisadores ainda não sabem muito bem porque tal fenômeno ocorre, mas a sua principal hipótese é a de que o álcool bloquearia o aprendizado de novas informações e, assim, o cérebro focaria sua energia para consolidar as informações aprendidas antes. [Fonte]

Referência
“Improved memory for information learnt before alcohol use in social drinkers tested in a naturalistic setting” by Molly Carlyle, Nicolas Dumay, Karen Roberts, Amy McAndrew, Tobias Stevens, Will Lawn & Celia J. A. Morgan in Scientific Reports. Published online July 242017 DOI: 10.1038/s41598-017-06305-w

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Karla Nazareth-Tissot

Doutoranda em Psicologia (Neurociência Cognitiva e Comportamental). Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural. Bacharel em Comunicação Social. Possui interesse em memória e emoção, especificamente, os tipos de nostalgia e a relação com a modulação da memória, a identidade e o senso de pertencimento. // PhD Student in Psychology (Cognitive and Behavioral Neuroscience). Master’s degree in Social Memory and Cultural Heritage. Bachelor degree in Social Communication. I’m interested in memory and emotion, specifically, the types of nostalgia and their relation to memory modulation, identity and the sense of belonging.

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